Comunidade copyleft na arte

Tradução de Teófilo Oliver ao português do cap. 4 Arte e Copyleft do Guia Do Copyleft elaborado na Espanha por Natxo Rodriguez e editado em setembro de 2006 pela editora Traficantes de Sueños.

ISBN10: 84-96453-14-6
ISBN13:978-84-96453-14-6
Depósito legal: M-36423-2006

Comunidade copyleft na arte

 

A repercussão que o copyleft tem na arte, hoje no Estado Espanhol, é ainda menor e falar de uma comunidade real em torno do copyleft é, atualmente, mais uma pretensão que uma realidade. É certo, que se está gerando um debate e o discurso do copyleft está permeando a indústria, mas de maneira muito básica. Até agora, não tem sido muitas as ocasiões nas quais algo parecido a uma incipiente comunidade teve certa visibilidade.

· II Jornadas Copyleft, Barcelona, 15-18 de Abril de 2004 [http://www.sindominio.net/copyleft-old/]. Não foi até as segundas jornadas quando a arte aparece como uma área permeável ao debate sobre o copyleft. De maneira muito tangencial teve presença com uma mesa de debate: “Licenças livres no mundo da arte”, patrocinada e produzida em colaboração com o MACBA. Participaram Amador Fernández Savater, Jorge Cortell e Javier Gutierrez Vicén, diretor geral da VEGAP Madrid.7

· Jornadas Kopyleft, Donostia, 24, 25, 26 de junho de 2005 [http://www.kopyleft.net]. Nessa ocasião, estas jornadas promovidas por diversos coletivos e apoiadas por Arteleku y UNIA – Arteypensamiento[7], a presença das artes visuais teve lugar em forma de oficina, de uma forma similar às de outras áreas como o software, a edição ou a música. Em forma de oficina debate com vários convidados relacionados com a arte, a produção cultural e os direitos de autor. Destas jornadas surgiram algumas iniciativas como a lista de correio Copyleft/Arte e este Copyleft. Manual de uso.

· Copyfight [http://www.elastico.net/copyfight]. Nas Jornadas Copyright, celebradas no CCCB de Barcelona nos dias 15, 16 e 17 de julho de 2005, a presença da criação artística teve lugar com o projeto Illegal Art (e a apresentação de Carrie McLaren (http://www.carriemclaren.com). Seguramente devido a que nas segundas jornadas de Copyfight se trataria da questão quase de maneira monográfica.

· Jornadas sobre Arte e Direito. Museo Artium, Vitoria- Gasteiz [http://www.artium.org/agenda_jornadas2.html #2]. Celebradas em 7 e 8 de novembro de 2005, surpreendentemente, não se contemplava o copyleft como um tema fundante das jornadas mais inevitavelmente surgiu no debate de maneira colateral.

· Lista de correio COPYLEFT/ARTE [https://listas.sindomi- não.net/mailman/listinfo/copyleft-arte]. Cria-se como consequência da mesa de trabalho das jornadas de Donostia. Criou-se em novembro de 2005 e atualmente conta com mais de 100 subscrições. Não se trata de uma comunidade estabelecida, embora possa ser uma das primeiras tentativas de reunir a reflexão e debate sobre esta questão.

· Copyfight. A segunda parte do projeto Copyfight celebrou-se de dezembro a março de 2006. O simpósio “Arte Ilegal”, 1, 2 e 3 de fevereiro reuniu apresentações e debates. Foi praticamente uma monografia sobre como beneficia o modelo atual de gestão dos direitos do autor aos artistas e sobre qual é o futuro das novas licenças que reformam a noção de propriedade intelectual dentro da área da produção artística. Durante três dias reuniu artistas, historiadores, advogados, etc.

· Copylandia. Apresentada originalmente como parte do Festival Sevilla entre Culturas (2005-2006), Copilandia foi uma intervenção pública do coletivo GRÁTIS produzida pela gestora cultural BNV em coordenação com o Centro de Arte de Sevilla. O projeto tem intinerado posteriormente por outros lugares como Cali (Colômbia) e Peekskill, NOva York. Entre os dias de 28 de dezembro de 2005 e 8 de janeiro de 2006, em Sevilla, a programação de atividades ia desde concertos e dj’s a mesas redondas, reuniões, apresentações de livros, performances e sessões de magia, com a intenção de abrir um espaço de criação coletiva e alimentação do intercâmbio entre os participantes.

· Jornadas críticas de propriedade intelectual [http://www.sin- domínio.net/copyleft-malaga/]. Tiveram lugar durante a segunda semana de março de 2006 em Málaga e contou com uma mesa redonda dedicada ao copyleft na arte. Além disso, a jornada inaugural foi conduzida pela arte da mão de um representante de grupo promotor das jornadas, que apresentou os encontros com o já famoso texto de Rogelio Lopez Cuencatexto publicado em EXITexpress.[8]

 

NOTAS:

[7] Resumo em http://www.unia.es/artpen/ezine/ezine04/abr00.html

[8] EXIT express num. 17 febrero 2006. O texto de Rogelio López Cuenca esta disponível em http://artesaniaenred.blogspot.com/2006/02/arco-muchedumbre- pero-copyleft.html.

 

>> Exemplos de produção copyleft

<< Dificuldades materiais para a expansão do copyleft na arte

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